segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Baloiços

Que dizer?

baloiços felizes. Baloiços que nos esvoaçam, que nos transportam para dentro. Sim, para dentro. Para o dentro de dentro. Para o único. Para o nosso. Mas...

O instante é o limiar.
Instante ele próprio.
Instante.
Curto.
Frívolo.

De relance, alguém surge a empurrar-nos para o mundo: estávamos completamente enganados. Levamos sucessivas reguadas até nos corrigirmos, até nos cingirmos pela norma-padrão, por uma escala de comportamentos, de x a y, como se a vida, para ser completa, nos impusesse a subida gradual de cada um dos seus degraus, à semelhança de uma escada, de modo a alcançarmos o topo. O topo do topo.

Perderíamos a identidade, seríamos apenas metade de nós. Montanhas de experiências ficariam pelo caminho: viver, aprender, errar, conhecer, dar-se, fumar-se. Uma perfeita azáfama, roda-viva, montanha russa cuja essência devemos ir dando significativas dentadas, antes que sejamos pó na estante.

Cabanas resistentes a narizes metediços, que teimam em gelar, à espreita de um qualquer indício de paz. Vassourada com eles! Serpentes venenosas!!


Vestidos
com a energia das árvores, de meio laço apertado junto à garganta, face a transbordar de brilho, acompanhados pelo nosso amuleto da sorte, pendente no cabelo, seguimos estrada fora, sem jamais hesitar, ou recuar: um longo percurso nos espera.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Findar Recomeçar

Só ouvimos sons sussurradamente enamorados se experienciarmos, sentirmos soberbamente elos, saudades. Segredos. Silêncios.
Se, então obedecermos, sem mais suplicar, rebentamos, suave e euforicamente, enquanto oxigénio olímpico origina amor.
Respirar, rir, rebolar, receber, retribuir. Regar, respeitar, roubar. Respirar, rir, rebolar, receber, retribuir. Regar, respeitar, roubar respostas, sessões, sedes. Saciá-los, seduzi-los, sustê-los. Sublinhá-los.
Senão, obscurecemos selvagemente. Entediamos. Sacrificamos. Sofremos. Sangramos. Sufocamos. Subtraimo-nos.
Simples sombras. Sonolentas, senis. Suicídas. Sujas. Sepultadas. Sinistras. Surreais.
Sobre-humanos?
Sempre.
Extraterrestres?
Sempre.
Enfim.
Morrer.
Renascer.