Que dizer?
Há baloiços felizes. Baloiços que nos esvoaçam, que nos transportam para dentro. Sim, para dentro. Para o dentro de dentro. Para o único. Para o nosso. Mas...
O instante é o limiar.
Instante ele próprio.
Instante.
Curto.
Frívolo.
De relance, alguém surge a empurrar-nos para o mundo: estávamos completamente enganados. Levamos sucessivas reguadas até nos corrigirmos, até nos cingirmos pela norma-padrão, por uma escala de comportamentos, de x a y, como se a vida, para ser completa, nos impusesse a subida gradual de cada um dos seus degraus, à semelhança de uma escada, de modo a alcançarmos o topo. O topo do topo.
Perderíamos a identidade, seríamos apenas metade de nós. Montanhas de experiências ficariam pelo caminho: viver, aprender, errar, conhecer, dar-se, fumar-se. Uma perfeita azáfama, roda-viva, montanha russa cuja essência devemos ir dando significativas dentadas, antes que sejamos pó na estante.
Cabanas resistentes a narizes metediços, que teimam em gelar, à espreita de um qualquer indício de paz. Vassourada com eles! Serpentes venenosas!!
Vestidos com a energia das árvores, de meio laço apertado junto à garganta, face a transbordar de brilho, acompanhados pelo nosso amuleto da sorte, pendente no cabelo, seguimos estrada fora, sem jamais hesitar, ou recuar: um longo percurso nos espera.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
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