terça-feira, 27 de abril de 2010

De A a Z

Acorda, Ana! Já é tarde!
Ok!, eu levanto-me!
E acordo, e ando, e acordo e ando e vagueio, e vagueio, vagueio e vagueio...mas, muito sinceramente:
Basta!!!
Chega!
Cansei-me!
Culpei-me!
Corroí-me!
Dói-me o corpo!
Dói-me a alma!
Dói-me o
Espírito!
Fartei-me (resumindo e concluindo)!!
Sabes?
Ganhei juízo, ganhei dignidade por mim própria!
Hoje, já não me conhecerias!
(Pudera!!)
Igual ao que fui contigo já não serei mais!
Jamais, ouviste?!
Lembrei-me de mim!!
Lembrei-me que (ainda) estou viva!
Afinal, estar vivo é ("") o contrário de se estar morto!
(Verdade de La Palice)
Milagre!, dirás tu
Não, não é um milagre, é o que te respondo.
Ou melhor,
Mais do que isso,
Mais do que um hipotético milagre, é o virar da página.
Para mim, é o que representa.
Que tudo acabou,
Que tu (finalmente!) perdeste aquele clique especial (que de especial, bem vistas as coisas, nada tinha, porque especial e essencial se restringem exactamente aos bens essencias, àqueles que não prescindimos, àqueles sem os quais não conseguimos viver, e eu sem ti, vivo lindamente, diga-se de passagem),
Que tu desapareceste do meu mapa emocional,
Que tu morreste.
Realmente, já era hora.
Hora de reçomeçar.
Recomeçar do zero.
Sozinha.
Sem sombra de dúvidas.
Tchau!
Vou deixar-te (finalmente!)!
Uffa!
Que alívio!
Missão cumprida!
Vou dormir.
Xiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiu!
Não ouviste?
És surdo?
Quero descansar!
Quero silêncio!
Cala-te!
Deixa-me!
Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

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