Acorda, Ana! Já é tarde!
Ok!, eu levanto-me!
E acordo, e ando, e acordo e ando e vagueio, e vagueio, vagueio e vagueio...mas, muito sinceramente:
Basta!!!
Chega!
Basta!!!
Chega!
Cansei-me!
Culpei-me!
Corroí-me!
Dói-me o corpo!
Dói-me o corpo!
Dói-me a alma!
Dói-me o
Espírito!
Fartei-me (resumindo e concluindo)!!
Espírito!
Fartei-me (resumindo e concluindo)!!
Sabes?
Ganhei juízo, ganhei dignidade por mim própria!
Hoje, já não me conhecerias!
Ganhei juízo, ganhei dignidade por mim própria!
Hoje, já não me conhecerias!
(Pudera!!)
Igual ao que fui contigo já não serei mais!
Jamais, ouviste?!
Lembrei-me de mim!!
Igual ao que fui contigo já não serei mais!
Jamais, ouviste?!
Lembrei-me de mim!!
Lembrei-me que (ainda) estou viva!
Afinal, estar vivo é ("só") o contrário de se estar morto!
(Verdade de La Palice)
Milagre!, dirás tu
Não, não é um milagre, é o que te respondo.
Ou melhor,
Milagre!, dirás tu
Não, não é um milagre, é o que te respondo.
Ou melhor,
Mais do que isso,
Mais do que um hipotético milagre, é o virar da página.
Para mim, é o que representa.
Que tudo acabou,
Para mim, é o que representa.
Que tudo acabou,
Que tu (finalmente!) perdeste aquele clique especial (que de especial, bem vistas as coisas, nada tinha, porque especial e essencial se restringem exactamente aos bens essencias, àqueles que não prescindimos, àqueles sem os quais não conseguimos viver, e eu sem ti, vivo lindamente, diga-se de passagem),
Que tu desapareceste do meu mapa emocional,
Que tu morreste.
Realmente, já era hora.
Realmente, já era hora.
Hora de reçomeçar.
Recomeçar do zero.
Sozinha.
Sozinha.
Sem sombra de dúvidas.
Tchau!
Tchau!
Vou deixar-te (finalmente!)!
Uffa!
Uffa!
Que alívio!
Missão cumprida!
Vou dormir.
Xiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiu!
Vou dormir.
Xiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiu!
Não ouviste?
És surdo?
Quero descansar!
Quero silêncio!
Cala-te!
Deixa-me!
Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz
Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz
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